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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Novo calendário de vacinas para bebês prematuros

A Sociedade Brasileira de Imunizações preparou uma lista completa das vacinas que os bebês que nasceram antes do tempo precisam tomar


Divulgação SBIM
O inverno está chegando, e com ele o maior risco de transmissão de doenças para você e para seus filhos. Bebês prematuros correm um risco ainda maior, já que têm o sistema imunológico pouco desenvolvido, muitas vezes ficaram longos períodos dentro das UTIs neonatais e também precisaram ser privados da amamentação, perdendo esse importante fator de proteção para a saúde.
Para conscientizar os pais e profissionais de saúde sobre a importância da imunização desses bebês, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) lançou a campanhaPrematuro imunizado é prematuro protegido, que organizou o primeiro calendário de vacinas específico para esse grupo. Ele apresenta todos os tipos de vacina que devem aplicadas, a periodicidade e a quantidade que deve ser dada em cada dose. “A maioria dessas vacinas estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde, ou nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que atendem grupos de risco, grupos diferenciados, como é o caso dos recém-nascidos”, diz Renato Kfouri, neonatologista e diretor da SBIM. Para receber a dose, o médico precisa encaminhar um pedido à secretaria de saúde. Ele precisa ser liberado e só então a dose é aplicada. 

No Brasil, seis em cada 100 bebês são prematuros. E, entre aqueles que nascem com menos de 35 semanas de gestação, por volta de 15% precisam ser internados em UTIs neonatais. É importante lembrar que algumas das vacinas já são dadas antes mesmo de o bebê sair do berçário, daí a necessidade de conscientizar os profissionais de saúde. E um detalhe que também ajuda muito a manter o bem-estar dos bebês: toda a família deve estar devidamente vacinada contra os diversos tipos de doença para que não haja disseminação dentro de casa. 
Disponibilidade diferenciada 
A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo, um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças menores de um ano de idade, só é encontrada gratuitamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns planos de saúde cobrem a despesa com as doses para quem vive nos outros estados. 


Mais Informações
Veja o calendário de vacinas preparado pela Sociedade Brasileira de Imunização e entenda mais sobre a vacinação dos prematuros. Confira aqui o endereço dos Cries.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Curiosidades sobre vacinas


Pode dar mais de uma no mesmo dia? E se a criança estiver doente? Tire essas e outras dúvidas sobre imunização

 Shutterstock



Pais e cuidadores também devem se vacinarA vacina contra catapora só é dada no primeiro ano de vida da criança, mas uma outra forma de deixar essa doença bem longe do seu filho é imunizar as pessoas mais próximas. Pais, cuidadores e babás podem tomar vacinas contra gripe, sarampo, catapora e até coqueluche – esta última deve ser tomada pelos adultos de dez em dez anos, mas nem todo mundo faz isso, e o bebe só toma a primeira dose com dois meses. Além de deixar as crianças mais protegidas, essa precaução faz com que os pais também cuidem da sua saúde e fiquem com as vacinas em dia.

A vacina não causa a doença
A criança pode apresentar algumas reações naturais do organismo, como febre e vermelhidão pelo corpo, mas isso não quer dizer que ela está doente por causa da vacina. Algumas são feitas com o vírus vivo atenuado, como as de catapora, sarampo, rubéola e caxumba, mas mesmo nesses casos o material é muito controlado e não existe risco de se desenvolver a doença. A vacina contra a gripe usa o vírus morto, o que acaba com qualquer possibilidade de seu filho ficar gripado só porque tomou a dose.

A criança imunizada também pode ficar doente
A vacina é uma proteção a mais para o organismo, mas nem sempre garante que a pessoa vacinada nunca terá a doença. É raro, mas pode acontecer de seu filho ter catapora mesmo estando imunizado contra ela. Se isso acontecer, no entanto, ele terá uma versão mais leve da doença, com menos sintomas do que o normal.

Uma tosse ou resfriado não impede seu filho de tomar a vacina 
Seu filho não está bem e você acha que vaciná-lo com a imunidade baixa é um problema? Os especialistas garantem que não. Resfriado, infecções ou tosse não atrapalham a eficácia da vacina, nem deixam a criança mais vulnerável a reações adversas. A única ressalva é para estados febris: se o seu filho estiver com febre maior do que 38º C, é recomendado adiar a imunização e consultar um médico.

Mais de uma vacina por diaTomar várias doses ao mesmo tempo não representa riscos para a saúde e os médicos acreditam que esta é a maneira mais prática e eficaz de proteger o seu filho. Até porque as vacinas intramusculares (injeções) que usam o vírus vivo precisam ser dadas no mesmo dia ou, então, somente com o intervalo de um mês. Caso não seja possível aplicá-las no mesmo dia por algum motivo, o período é necessário porque o sistema imunológico, ao ser submetido a um estímulo, fica sobrecarregado durante alguns dias e perde a capacidade de responder a um outro em um curto período de tempo.
Vacinas em dia 
Se o seu filho passou da idade estipulada no calendário de vacinação para ser imunizado contra alguma doença, saiba que nunca é tarde para você colocar as vacinas dele em dia. Em primeiro lugar, converse com o pediatra da criança e se informe sobre a disponibilidade daquela vacina na rede pública ou privada. As doses também mudam de acordo com a idade. No caso da vacina contra meningite C, que entrou este ano para o calendário de vacinação oficial do Ministério da Saúde, as doses devem ser dadas aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12. Acima de 1 ano, a criança recebe apenas uma dose. Essa vacina só é oferecida na rede pública até 1 ano e 11 meses. Depois, somente nas clínicas particulares.

Fonte: Marcos Lago, infectologista pediátrico e professor da UERJ e Marco Aurélio Sáfadi, membro do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novas vacinas chegam ao mercado brasileiro

A grande novidade é que elas diminuem o número de aplicações nas crianças



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Mais conforto para as crianças e maior tranquilidade para os pais, as novas vacinas, chamadas de compostas, oferecem a mesma eficiência das que protegem contra apenas uma doença e diminui o número de aplicações. A vacina tetraviral, que oferece proteção contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, chegará às clinicas privadas de todo o país a partir de segunda, 29. Ela custará cerca de R$ 130 e será aplicada em duas doses. Ela é indicada para crianças de 12 meses a 12 anos de idade. Atualmente, essas doenças podem ser prevenidas com a aplicação de duas vacinas, a tríplice viral e a varicela. Dessa forma, as crianças levam 4 picadas, mas, com a nova fórmula, esse número cairá pela metade. 

E essa diferença é ainda maior se tratando da vacina pentavalente, que age contra a difteria, tétano, coqueluche, hemófilo B e hepatite B. Atualmente, entre o primeiro dia e o sexto ano de vida as crianças tomam 5 doses da vacina tríplice Viral, 3 de hepatite B e 4 contra o hemófilo B. Ou seja, 12 picadas ao longo de seis anos. Com a nova vacina, todas essas doenças serão prevenidas com apenas 3 doses, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. A fórmula foi testada e aprovada, mas só deve chegar ao mercado no fim do ano. Os pesquisadores da Fiozruz e da Biomanguinhos, responsáveis pela nova vacina, acreditam que ela deva substituir as que hoje fazem a mesma cobertura no calendário oficial do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cuidado com o uso excessivo de aquecedor no inverno


O aparelho ajuda a manter o ambiente quente, mas não pode ser usado por muitas horas seguidas


  shutterstock
Nas noites frias do inverno, que acaba de começar, parece não ter roupa e cobertor suficientes para esquentar as crianças. Os pijamas de flanela saem do fundo da gaveta e os casacos se tornam obrigatórios no dia a dia. Ainda assim, naquela visita que você faz ao quarto do seu filho durante a noite, o encontra todo descoberto e com as mãos geladas. Se você está pensando em comprar um aquecedor para resolver esse problema, atenção! Ele deixa o ambiente quentinho, bem confortável, mas é melhor não abusar. Em excesso, o aparelho pode prejudicar a saúde do seu filho e de toda a família. 

Os aquecedores diminuem a qualidade do ar, deixando-o seco. Isso faz com que as vias aéreas fiquem também mais ressecadas e não cumpram corretamente seu papel de filtrar o ar que inspiramos. Dessa maneira, a entrada de vírus, bactérias e impurezas no organismo fica mais fácil. Resultado: seu filho pode ficar doente! 

Uma das saídas é umedecer o ambiente com uma toalha molhada ou uma bacia com água (longe do alcance do seu filho) enquanto o aquecedor estiver ligado. Também é preciso trocar e limpar o filtro do aparelho nos períodos recomendados pelo fabricante. Outra dica para amenizar o ressecamento do ar é escolher um aquecedor com umidificador, que como o próprio nome sugere, mantém a umidade do ar. Se você optar por ter dois aparelhos separados, o tempo de uso do aquecedor deve ser maior que o do umidificador. O ar úmido demais também pode trazer problemas, como o aparecimento de fungos. 

O importante é saber que aquecedores são, sim, ótimos aliados em dias frios, mas não devem ficar ligados durante muitas horas. Enquanto você dá banho no bebê, por exemplo, não há nenhum problema em usá-lo. Deixar o aparelho ligado no quarto das crianças entre a hora do jantar e a hora de dormir também está liberado. E não se esqueça de que, mesmo com baixas temperaturas, você deve abrir a casa todos os dias, ventilar os ambientes e manter os cômodos sempre limpos. 
Mais dicas para manter o seu filho quentinho

- Evite as roupas de lã, pois podem desencadear reações alérgicas no bebê. Dê preferência às fibras sintéticas. 

- Abra as portas e janelas durante os períodos quentes do dia para aquecer os ambientes naturalmente. 

- Os pijamas de flanela são uma boa opção para a noite. O tecido de algodão não agride e não provoca reação alérgica no bebê. 

- Se você achar que a roupa não está sendo suficiente para manter o bebê aquecido, vale envolvê-lo em uma manta ou cobertor. 

- Cuidado com os exageros. Se o bebê começar a transpirar ou se mostrar irritado sem motivo, por exemplo, pode ser que esteja com calor. Nesses casos, retire um pouco das roupas.
Ficou na dúvida de como dar banho no seu bebê nesses dias de baixas temperaturas?Veja aqui.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia/ Francisco Lembo, pediatra do Hospital Samaritano (SP)

sábado, 28 de julho de 2012

Anvisa libera venda de medicamentos fora do balcão



                                                                               Foto: Ada Summer/Corbis
A partir desta sexta-feira (27), 2,3 mil produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, voltam a ser expostos nas prateleiras das farmácias e drogarias brasileiras. A medida foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que alterou a Resolução nº 44 de 2009, sobre a proibição da venda desses medicamentos fora do balcão.
A Anvisa realizou consultas públicas e estudos para medir o impacto da medida junto ao consumidor final, e concluiu que a resolução não atingiu o objetivo de reduzir o número de intoxicações por esses tipos de medicamentos no país. O levantamento apontou também uma maior concentração de mercado, o que prejudica o direito de escolha do consumidor no momento da compra desses produtos. Nos últimos meses, 11 estados tentaram reverter a decisão da Anvisa por liminares judiciais.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a antiga decisão não beneficiava a população. “O direito que o consumidor tem de escolher qual o medicamento gostaria de comprar estava reduzido. Então, estavam reduzidas as opções de escolha do medicamento mais barato ou de sua preferência”, afirma.
A partir de agora, as farmácias deverão expor na área destinada aos medicamentos cartazes com a orientação: “medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico”, além de expor, no mesmo local, os remédios de mesmo princípio ativo, para facilitar a identificação dos produtos pelo usuário. A portaria estabelece ainda que os medicamentos isentos de prescrição médica devem ficar isolados da área destinada aos produtos correlatos, como cosméticos e dietéticos.
De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as informações obtidas pela agência mostraram que a retirada dos medicamentos de venda livre das gôndolas fez com que o consumidor ficasse alijado de qualquer possibilidade de escolha.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses medicamentos são os que tiveram aprovação das autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem prescrição ou receita médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens.
Esses medicamentos normalmente são indicados para dores de cabeça, acidez estomacal, azia, febre, tosse, prisão de ventre, aftas, dores de garganta, assaduras, hemorroidas e congestão nasal. Os medicamentos isentos de prescrição médica correspondem a 30% do volume de vendas nas farmácias.
Fonte: Rhaiana Rondon e Tatiana Alarcon / Agência Saúde 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Acesse o relatório sobre serviços de hemoterapia


Está disponível o Relatório Anual da Avaliação Sanitária de Serviços de Hemoterapia – 2012. O documento, divulgado pela Anvisa esta semana, apresenta o perfil sanitário dos serviços de hemoterapia brasileiros e objetiva dar maior transparência às ações e aos resultados de vigilância sanitária na área de sangue e hemocomponentes.
O relatório atende o compromisso assumido com a sociedade no contexto da Carta de Serviços da Anvisa – um importante instrumento de comunicação com o cidadão e com a sociedade em geral.
Fonte: Imprensa/Anvisa


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O coração artificial brasileiro está pronto


Mais barato que modelos estrangeiros e com tecnologia única, ele tem a missão de salvar as vidas daqueles que estão na fila do transplante cardíaco

por Guilherme Pavarin | fotos Omar Paixão-Revista Galileu
Editora Globo
Ao caminhar pelos corredores do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, em São Paulo, o engenheiro Aron de Andrade atravessa salas ocupadas por máquinas motorizadas, alicates, furadeiras, chaves de fenda e papéis riscados. Abre mais duas portas e, a passos cuidadosos, entra em um compartimento apertado, onde repousa sobre a mesa uma espécie de bomba conectada a tubos que a enchem de ar. Ele observa a peça inchar e desinchar ao lado de um computador que recolhe seus dados. O som do movimento é ofegante. Após examinar, retira os canos e pega o dispositivo na mão. “É isso aqui.” 

De poliuretano, pouco maior que uma laranja e pesando 700 g, “isso” que Andrade segura é o protótipo do primeiro coração artificial desenvolvido no Brasil. Resultado de 14 anos de pesquisas comandadas por ele, a peça está, desde abril, pronta para ser aplicada em seres humanos. “Fizemos tudo aqui dentro: estudos, peças e testes”, diz o engenheiro. O dispositivo deve ser instalado em 5 pessoas com cardiopatia grave, a partir de junho. A ideia é que dê sobrevida aos pacientes até o recebimento do transplante. “São pessoas que não respondem a medicações, que podem morrer em questão de dias”, diz. Só em São Paulo, segundo a Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde, há 109 pessoas na fila de espera do transplante cardíaco. Grande parte precisando de uma doação o mais rápido possível. 
Pelo mundo, os corações artificiais não são novidade. Desde 2001, existe um modelo consagrado. O coração natural é retirado na operação, e o artificial, no lugar dele, passa a ser responsável pelo bombeamento do sangue. No molde brasileiro, porém, nada é extraído. É o primeiro do mundo a funcionar junto ao órgão natural — ainda que enfraquecido. O coração de origem bombeia o sangue para o artificial, que faz o serviço pesado de distribuí-lo pelo corpo. De acordo com Andrade, as vantagens desse padrão são muitas. A primeira é que a cirurgia é mais simples. “Quando se tira o coração é preciso fazer canulação, suturar todas as saídas dele”, diz Andrade. “É muito mais complexo.” 
Outro benefício de não retirar o órgão é que ele pode continuar ditando a frequência do bombeamento de sangue, o que não requer adaptação. Além disso, o modelo traria mais segurança. Se o coração artificial parasse por algum motivo, o natural enfraquecido ficaria como responsável pelo bombeamento. Daria tempo mais que suficiente para ir ao hospital e trocar o aparelho. “Nos modelos estrangeiros, se o coração falhasse, o paciente desmaiaria na hora”, diz Andrade. 

Existe ainda uma quarta vantagem, mesmo que seja, segundo alguns médicos, pouco provável. Por estar no corpo do paciente sem ser exigido e mantendo sua frequência por meio do dispositivo artificial, cogita-se que o órgão natural possa ser recuperado depois de um bom tempo de uso. “É mais uma pretensão que possibilidade”, diz Luis Carlos Bodanese, chefe de cardiologia do Hospital São Lucas PUC-RS. “Em tese, o artificial pode diminuir a deterioração e até regredir os danos do original, mas é difícil que restaure a ponto de funcionar normalmente outra vez.” 
QUANTO TEMPO AGUENTA?
Nessa primeira etapa, os corações artificiais brasileiros devem funcionar fora do corpo do paciente por um mês. Em um futuro próximo, os médicos acreditam que, se não houver falhas, os dispositivos possam ficar por mais tempo — e internamente. Algo que já acontece fora do país, como atesta o pastor americano Troy Golden, 47 anos. Portador de síndrome de Marfan, foi submetido, em setembro de 2010, a uma cirurgia e desde então vive com um coração artificial, desenvolvido pela empresa local SynCardia. “Apesar de todos os benefícios, o coração artificial traz alguns inconvenientes como o peso que carrego”, diz. O modelo inserido em Golden pesa 7 quilos, incluindo as duas baterias recarregáveis.

O cardiologista Doug Hortmanshof, que acompanha o caso de Golden, vê o órgão artificial como solução futura para diminuir as filas do transplante. “É preciso seguir buscando novas e melhores tecnologias, conciliando bons resultados e preços acessíveis”, diz. O modelo brasileiro parece estar no caminho certo. Além de trazer inovações, também é o mais barato do mundo. Feito por incentivo público — apoiado por Fapesp, CNPQ, Ministério da Saúde e Hospital do Coração de São Paulo —, custa R$ 60 mil. Os modelos estrangeiros, privados, chegam a R$ 500 mil. A estimativa é que, daqui a alguns anos, o coração artificial possa ser fornecido pelo SUS.

Mas e se falhar? Andrade e demais envolvidos no projeto estão otimistas. A única preocupação, com base em testes nos bezerros, é a coagulação. É que o sangue, em contato com material sintético, cria coágulos que entopem a bomba artificial ou vasos sanguíneos, prejudicando o fluxo. Para que não ocorra, a solução é injetar a quantidade exata de anticoagulante — o excesso pode causar hemorragia interna. Isso exigirá controle de perto das amostras de sangue dos pacientes. “Todos serão acompanhados o tempo todo dentro do hospital até o transplante”, diz Andrade.

No futuro, todas as medições poderão ser feitas à distância. “Estamos desenvolvendo uma interface sem fio que permitirá enviar em tempo real os os dados do controlador”, diz Denys Nicolosi, responsável pela parte eletrônica. Será mais uma tecnologia inédita do coração artificial do Brasil. O país receberá de peito aberto.
POR ONDE BATE O CORAÇÃO | O dispositivo brasileiro é o primeiro do mundo que não remove o coração natural. Acoplado ao órgão, funciona como auxiliar, ajudando a bombear o sangue por um ou dois ventrículo(s) prejudicado(s)
Editora Globo

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A importância da Vitamina D

Alimentos ricos em vitamina D


Leitores, este post foi publicado após eu ter observado alguns resultados de exames de sangue, fiquei impressionada com o deficit de vit D no nosso organismo, mesmo morando no Brasil, um país tropical as pessoas vem sofrendo com a falta desta vitamina pela falta de tempo de pegar um solzinho diário.
CUIDEM-SE:

Alguns dos principais alimentos ricos em vitamina D estão na lista abaixo, assim com a a quantidade da vitamina D concentrada neles:
  • Atum fresco (90g): 3.6 mcg
  • Sardinha fresca (100g): 5.2 mcg
  • Sardinha enlatada (100g): 17 mcg
  • Manteiga (1 colher): 0.45 mcg
  • Cogumelos (100g): 0.65 mcg
  • Leite (240ml): 0.17 mcg
  • Gema de ovo (100g): 0.53 mcg
  • Ovo de galinha (100g): 0.8 mcg
  • Fígado de boi (100g): 1.12 mcg
  • Iogurte (125g): 1.2 mcg
Veja também uma outra lista com alimentos fonte de vitamina D.

Para que serve a vitamina D

A vitamina D serve para aumentar a absorção do cálcio no organismo, diminuindo o risco de doenças como raquitismo, osteomalácea e osteoporose, por exemplo. Mas além disso, ela diminui o risco de doenças cardíacas, combate a enxaqueca, a tensão pré menstrual e ajuda a emagrecer.
Uma outra função da vitamina D é ajudar no desenvolvimento e na manuntenção de dentes fortes e saudáveis.

Vitamina D pura

A toma do suplemento de vitamina D pura é somente indicada para casos onde o indivíduo não têm uma boa alimentação ou vive em locais muito frios, onde não é possível expor-se ao sol com frequência.
No continente europeu é comum que os pediatras recomendem a toma de vitamina D pura para todos os bebês com menos de 1 ano de idade, assim como nos idosos com mais de 70 anos, como forma de prevenção de doenças ósseas.

Dosagem da vitamina D

A dose diária recomendada de vitamina D, dosagem,  varia de acordo com a idade e com o local onde se vive.
Um adulto precisa consumir, em média, 5 microgramas por dia e garantir uma exposição solar sem o uso de protetor solar de 20 minutos por semana, no mínimo. Os idosos, em geral, devem consumir 10mc por dia de vitamina D.
Indivíduos com a pele mais escura tem uma capacidade reduzida de sintetizar a vitamina D e por isso devem expor-se ao sol com maior frequência ou por um maior período de tempo, para garantir a produção ideal desta vitamina.

Sintomas da baixa concentração de vitamina D

Os sintomas da baixa concentração de vitamina D no organismo, são:
  • diminuição do cálcio e do fósforo no sangue;
  • fraqueza muscular;
  • tetania;
  • moleira aberta após o 1º ano do bebê;
  • irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo podem surgir nas crianças;
  • osteoporose nos idosos;
  • raquitismo;
  • osteomalácea;
  • pernas tortas.
Os indivíduos com maior propensão a desenvolver doenças relacionadas à falta de vitamina D no organismo são os bebês pré maturos, crianças e os idosos que não têm uma boa alimentação e não pegam sol com frequência.

Consequências do excesso de vitamina D

A consequência do excesso de vitamina D no organismo é a elevação dos níveis de cálcio na corrente sanguínea, que pode levar ao desenvolvimento de situações como pedras nos rins, arritmia cardíaca e sopro cardíaco. E para evitar este risco a suplementação de vitamina D só deve ser feita sob orientação médica.

Links úteis:

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cuide da Saúde e de sua Beleza na Accanto


Além de cuidar de sua beleza e saúde, a clínica Accanto cuidará também de seu físico, com uma completa acadêmia e personal especializados.

Confira o vídeo!

terça-feira, 27 de março de 2012

Cuidados gerais com os medicamentos

Medicamentos são produtos que, apesar de seus indiscutíveis benefícios, podem causar danos à saúde e, portanto, não podem ser tratados como um bem de consumo qualquer, avalia a gerente de monitoramento e fiscalização de Propaganda da Anvisa, Maria José Delgado. Autor: Anvisa DAF/MS

terça-feira, 13 de março de 2012

ANS lança Guia Prático sobre Planos de Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança nesta segunda-feira (12/3/2012) o Guia Prático e Guia de Bolso sobre Planos de Saúde com informações para esclarecer dúvidas dos beneficiários ou de quem deseja contratar um plano pela primeira vez. A iniciativa faz parte de uma série de ações pelo Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março. As publicações serão distribuídas em vários eventos pelo país organizados pelos Procons e nos Núcleos da Agência, além de poderem ser acessados pela Internet (www.ans.gov.br).

O Guia começa descrevendo o papel da ANS como agência reguladora do setor, esclarecendo suas atribuições e seu campo de atuação junto aos consumidores, os prestadores de serviços e as operadoras de planos de saúde. Em seguida, apresenta um passo a passo com orientações para contratação de um plano, com exemplos sobre os vários tipos de produtos oferecidos pelas operadoras. Há também recomendações ao consumidor, no momento de escolher um plano. Já o Guia de Bolso traz respostas para as dúvidas que podem surgir no momento de uso dos serviços e foi criado com o mesmo tamanho da carteira do plano para facilitar sua portabilidade.
O Guia Prático ressalta ainda a importância de se informar sobre a rede credenciada de profissionais, laboratórios, clínicas e hospitais e sobre os valores diferenciados conforme a idade. O Guia aborda também os direitos quanto à cobertura mínima obrigatória de acordo com o tipo de plano e as acomodações (apartamento ou enfermaria), além da área geográfica de cobertura (municipal, estadual, regional ou nacional).

Os reajustes de preços para cada tipo de plano, a portabilidade das carências para outra operadora, além de um glossário com os termos mais usados pelo setor, também são abordados pelo Guia. A publicação traz ainda os canais de relacionamento da Agência com os consumidores, por meio de telefone, sítio eletrônico e atendimento presencial nos Núcleos da ANS.

Fonte:www.ans.gov.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aplicação de Injetáveis


Aplicação de Injetáveis
DATA: 01/09/12 a 01/09/12


HORÁRIO: 08:00H
CARGA HORÁRIA: 10 HORAS/AULA
NÚMERO DE VAGAS: 30
CURSO TEÓRICO/PRATICO
INVESTIMENTO: R$ 114,00 à vista
LOCAL: Auditório do Serrana Palace Hotel
Rua Goitacazes, 450 - Centro - Belo Horizonte - MG

Ministrante: CAMILLA LOUREIRO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

- CONDUTA DO PROFISSIONAL E HISTÓRICO

-ANVISA (LEI 5991 ARTIGO 18)

-NR 32 (NORMA REGULAMENTADORA-SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE)

-MATERIAIS COM DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA
- NOÇÕES DE ASSEPSIA (ANTI-SEPSIA E LAVAGEM DAS MÃOS)
- ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE, SISTEMA VENOSO E MUSCULAR
- FORMA DE APRESENTAÇÃO DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS
- PROCEDIMENTO DE ABERTURA DE SERINGA E AMPOLAS
- PROCEDIMENTO DE PREPAROS DE SERINGA
- TÉCNICAS DE APLICAÇÃO SUBCUTÂNEA E INTRADÉRMICA
- TÉCNICA DE APLICAÇÃO INTRAMUSCULAR
- TÉCNICA Z
- TÉCNICA DE APLICAÇÃO ENDOVENOSA

INSCRIÇÕES: www.pharmaminas.com.br

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Duas novas vacinas serão introduzidas no calendário de vacinação infantil no segundo semestre de 2012

O Governo Federal do Brasil introduzirá duas novas imunizações injetáveis – antipóliomielite e pentavalente.

Atualmente, o esquema vacinal infantil conta com a vacina antipólio administrada via oral (também conhecida como gotinha), e com a tetravalente, que confere imunidade contra quatro doenças, a saber:

Difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae B, administrada via intramuscular.

A introdução das novas vacinas representa mais um dos avanços do Programa Nacional de Imunização (PNI), pois a vacina contra a poliomielite será feita com o vírus inativado e será aplicada em crianças que estão no início do calendário de vacinação, o que reduz riscos de possível contágio pela doença.

Já a pentavalente, amplia a cobertura vacinal com a aplicação da vacina contra Hepatite B na mesma dose, o que diminui o número de aplicações a que a criança se submete. Segundo Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde, as doses injetáveis não irão abolir as “gotinhas”, mas, será adotada a vacinação combinada como uma fase de transição, ou seja, as duas vacinas estarão no calendário de forma sequencial, sendo a injetável aplicada aos dois e aos quatro meses de idade, e os reforços aos seis e 15 meses serão administrados por dose oral. A introdução dessas vacinas implicará na modificação do calendário vacinal da criança.
Fonte: G1

domingo, 13 de novembro de 2011

Atendimento em caso de hemorragia externa.


Hemorragia externa causada pela perda de sangue alterando o fluxo normal da circulação devido ao rompimento de um vaso sanguíneo (veia ou artéria). Se não for prestado atendimento, pode levar ao Estado de Choque. Uma hemorragia externa não controlada pode até mesmo causar a morte em 3 a 5 minutos.

A seguir, são apresentadas algumas dicas de primeiros socorros para o atendimento em caso de hemorragia externa. É importante lembrar que esse atendimento deve ser utilizado para manutenção da vida, evitando o agravamento do seu estado até a chegada do socorro especializado.

1. Devido ao fluxo de sangue intenso, localize o local exato da hemorragia para que o atendimento não ocorra no local errado.

2. Evite entrar em contato com sangue ou fluidos corpóreos da vítima, para tal projeta-se fazendo uso de luvas.

3. Sem prejudicar a circulação no local do ferimento, faça um curativo compressivo. Utilize um pano limpo dobrado, no local do ferimento que ocasiona a hemorragia, após faça uma atadura em volta com tiras de pano ou um cinto. Não utilize arames, barbante, fios, esses objetos podem dificultar a circulação.

4. No caso da hemorragia for em uma extremidade (braço, perna), eleve o membro. Nunca eleve o membro se existir a possibilidade de fratura.

5. Utilize os dedos para pressionar a área para auxiliar a estancar a hemorragia. Se após a realização do curativo compressivo, o sangue continue saindo, não retire os panos molhados de sangue para que o processo de coagulação não seja interrompido. Coloque outro pano limpo em cima e uma nova atadura.

6. Nunca use torniquete. O seu uso pode levar a amputação cirúrgica do membro caso não seja afrouxado corretamente e no tempo certo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Verão saudável!

O verão é a estação do ano que mais combina com a saúde e a estética. Uma preocupação justificada, já que é justamente a estação do corpo. Quando finalmente nós nos entregamos aos raios solares, a pratica de esportes, aos cuidados conosco. Muitos brasileiros ficam ansiosos pela chegada do verão. É uma ótima oportunidade para curtir a praia, a piscina e, quem sabe, até viajar para as regiões litorâneas. Em férias escolares, algumas crianças e adolescentes aproveitam os meses quentes em casas de praia. Mas para desfrutar de tudo que o verão tem de bom, é preciso tomar alguns cuidados especiais com a saúde.

Várias doenças se tornam bem mais habituais nos períodos mais quentes e úmidos do ano. Um grande exemplo são as micoses, que aparecem com freqüência na estação do calor, em decorrência dos climas quentes e úmidos, suor intenso, uso de óleos de bronzeadores, roupas úmidas e outros fatores que facilitam a proliferação de fungos e a disseminação de doenças.

Dicas para se proteger no verão:

• Evite usar produtos que aumente a oleosidade da pele;
• Evite andar descalço
• Não use objetos pessoais de estranhos;
• Seque-se sempre muito bem depois do banho, principalmente as dobras de pele, como axilas, virilha e dedos dos pés;
• Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo;
• Utilize meias e roupas íntimas de algodão, as de fibras sintéticas retêm o suor;
• Quando for a manicure ou pedicure, leve seu próprio alicate, lixa e tesoura. Caso não os tenha, verifique se estão todos esterilizados;
• Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Proteína retarda doença cerebral degenerativa

O estudo fornece novas informações sobre a doença degenerativa

Uma proteína que promove crescimento dos neurônios e vasos sanguíneos pode parar a progressão de uma doença genética degenerativa no cerebelo, de acordo com uma nova pesquisa pré-clínica realizada na Universidade Northwestern e publicada na revista Nature Medicine.

A doença, ataxia espinocerebelar tipo 1, ataca principalmente na faixa dos 30 e 40 anos e causa degeneração no cerebelo, área do cérebro que ajuda a coordenar movimentos.

Com a progressão da doença de 10 a 20 anos os pacientes morrem de aspiração ou pneumonia infecciosa.

A doença é causada pela mutação da proteína chamada ataxin-1, que tem papel de regular a proteína chamada fator de crescimento endotelial vascular ou VEGF.

Quando os cientistas reabasteceram de VEGF o cérebro de um rato que tinha a doença, estava com o cerebelo atrofiado, ele começou a ficar normal e houve aumento nas conexões entre os neurônios. Os camundongos também tiveram melhorias no equilíbrio.

De acordo com Punnet Opal, professor de neurologia e biologia celular e molecular da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, se o VEGF for administrado no início da doença ele impede a degeneração. A pesquisa aponta que o uso da substância aumenta os vasos sanguíneos no cérebro e também impede os neurônios de morrer.

O estudo fornece novas informações sobre a doença degenerativa, pois os pacientes já nascem com a doença, mas só a desenvolvem quando passam a envelhecer. "Pode haver uma conexão entre a mutação genética dos pacientes com seus vasos sanguíneos não se manterem à medida que eles envelhecem", explica Opal.

Segundo o líder do estudo, assim que o VEGF foi entregue aos ratos, os vasos sanguíneos foram aumentados e a doença parou de progredir.


Fonte: UOL Ciência e Saúde

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cartilha ensina a chegar à terceira idade com saúde

Com o passar dos anos deve-se aumentar a quantidade de ingestão de água

A prática de atividade física é fundamental

Sim, é possível chegar à terceira idade com saúde. Preocupada com a qualidade de vida dos idosos, a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Grontologia), elaborou uma cartilha. Nela, estão contidas dicas que apontam os problemas mais comuns com os passar dos anos e o que é possível fazer para amenizá-los.

Segundo a SBGG, por volta dos 25 anos o corpo humano inicia uma série de transformações características do envelhecer. A composição corporal se altera, com uma diminuição da água nas células. Em contrapartida, a gordura aumenta, especialmente nos quadris e abdômen.

Há perda muscular e o ritmo de renovação celular decai em todos os órgãos. Veja algumas dicas da SBGG para amenizar os efeitos do tempo no corpo:

Pele

Com o passar dos anos deve-se aumentar a quantidade de ingestão de água. Com a idade, o centro da sede perde a sensibilidade e passa a não transmitir o alerta adequado. Idosos podem passar dias sem ter sede e sem beber água. A falta do líquido resseca a pele, o que pode provocar coceiras e infecções. Pois quando a pele fica seca, ela rompe ao menor traumas que podem infectar.

Musculatura

A prática de atividade física é fundamental. Com o passar dos anos os músculos diminuem e o risco de quedas aumenta.

Paladar

As papilas gustativas diminuem e com isso ocorre o risco de aumentar a quantidade de sal e açúcar nos alimentos. É fundamental manter em dia a higiene bucal com foco na língua, que deve ser escovada para retirar a camada saburrosa que cobre as papilas gustativas.


Fonte: Agência Estado


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Atendimento em caso de queimaduras.

O principal agente causador das queimaduras é o fogo. Já, as queimaduras produzidas pela eletricidade são as que causam maior impacto, podendo resultar em perda funcional e/ou anatômica de membros do corpo.

De acordo com pesquisas, três em cada cem vítimas morrem em decorrência das queimaduras. A seguir, são apresentadas algumas dicas de primeiros socorros para o atendimento em caso de queimaduras.

É importante lembrar que o risco de morte em caso de queimaduras aumenta conforme aumenta a área afetada, portanto esse atendimento deve ser utilizado para manutenção da vida, evitando o agravamento do seu estado até a chegada do socorro especializado. As queimaduras maiores devem ser tratadas em Centros de Tratamentos de Queimados.

1. Em caso de queimadura por fogo, identifique se alguma parte está pegando fogo. Tenta abafar com pano ou se for grande parte do corpo use um cobertor. De forma alguma role a pessoa no chão isso pode maiores lesões.

2. Tente retirar a roupa da vítima, excesso se ela estiver grudada no corpo, pois pode agravar as lesões. Da mesma forma retire objetos, como relógio, pulseira e correntes que não estiverem grudados.

3. Caso a vítima entre em Estado de Choque, siga as instruções para o atendimento em caso de estado de choque.

4. Molhe com água corrente um pano (queimadura pequena) ou lençol úmido (todo corpo), utilize para proteger a vítima. Encaminhe a vítima a um hospital ou aguarde a chegada do socorro.

5. Caso a queimadura for provocada por água fervente, lave com água corrente, o que fará aliviar a dor. De forma alguma utilize alguma pomada ou produtos caseiros na área afetada pela queimadura, somente água.

6. Molhe um pano com água corrente, utilize para proteger a vítima. Encaminhe a vítima a um hospital ou aguarde a chegada do socorro.


5 MINUTOS

Caiu água fervendo ou leite quente sobre a pele? Não se desespere. Apesar do susto e da dor intensa, não passe nada pela lesão nem cubra a área afetada para evitar futuras infecções. Sem esfregar, jogue água corrente abundantemente sobre o local. Essa precaução, além de aliviar a dor, ajuda a limpar a pele de possíveis bactérias. Dica: retire anéis e outras peças metálicas que podem propagar o calor e continuar queimando a pele.

5 MINUTOS

Seque o local com um pano limpo. Se a dor continuar muito forte - e a queimadura for de primeiro grau -, pode tomar um analgésico.

5 MINUTOS

Se a pele estiver apenas avermelhada, é possível cobrir o ferimento com uma gaze ou um tecido limpo e se dirigir o mais rápido possível ao pronto-socorro para procurar um médico especialista.

Atenção! Nunca passe:
* Gelo
* Creme dental
* Manteiga
* Chumaços de algodão
* Hidratante
*Pó de café

Esses remédios caseiros, além de ineficazes, podem causar infecções e prejudicar o processo da cura da ferida.


http://revistavivasaude.uol.com.br

Diferentes graus

A gravidade de uma queimadura não depende apenas do agente causador. Quanto maior a temperatura e o tempo de exposição ao calor, piores as sequelas na pele do indivíduo.

1.º grau: São queimaduras leves, geralmente causadas por irradiação solar, vapor, objetos aquecidos, substâncias químicas ou até mesmo por animais e plantas, como água viva e urtiga. Esse tipo de queimadura alcança apenas a epiderme e causa somente vermelhidão.
2.º grau: Queima toda a epiderme e consegue afetar a derme, que é a camada mais profunda e resistente da pele. Além de vermelha, a região queimada forma feridas úmidas e bolhas.
3.º grau: A epiderme, a derme e outros tecidos profundos são atingidos. Algumas terminações nervosas ficam destruídas e, dependendo da gravidade, a pele chega até a escurecer.

País pode enfrentar casos mais graves de dengue no verão, alerta Ministério da Saúde

Verão é o período que historicamente registra o maior contingente de infectados

A circulação no Brasil do subtipo 4 do vírus da dengue e o retorno do subtipo 1 podem aumentar o número de casos graves da doença neste verão, período que historicamente registra o maior contingente de infectados. O alerta é do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.


Ele participou ontem (19) de uma reunião com prefeitos e secretários municipais de Saúde do Rio, com objetivo de esclarecer sobre as ações adotadas pelas prefeituras contra a doença.

“Temos a dispersão deste novo sorotipo, a dengue tipo 4. Ele não é mais perigoso que os demais. O problema é que quando a gente repete a dengue, aumenta a chance de que se venha a ter uma forma grave da doença”, disse Barbosa.
O Ministério da Saúde está investindo R$ 700 milhões no combate à doença, repassando os recursos diretamente aos municípios para ações preventivas. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, foram priorizados 980 municípios onde há maior risco de epidemias de dengue, que vão receber maior aporte de verbas, chegando a R$ 440 milhões do total.
O secretário estadual de Saúde do Rio, Sergio Côrtes, também alertou para o possível agravamento da doença no verão. “Temos um número de pessoas suscetíveis muito grande, com a possibilidade de dois vírus circulando. Embora tenhamos identificado o tipo 4 somente na cidade de Niterói, provavelmente ele está circulando em todo o estado, principalmente na região metropolitana. Temos que ter uma atenção muito maior”, disse.
O secretário estadual lembrou que devem ser seguidas à risca normas de atendimento aos pacientes, com exame de sangue e hidratação. “Não podemos achar que a melhora do sintoma significa a melhora do quadro da dengue. Pois é justamente nesse momento, quando melhora o sintoma, que se pode estar evoluindo para a forma grave”, ressaltou Côrtes.


Fonte: Agência Brasil